Muita gente chega à terapia depois de semanas, às vezes meses, pensando se deveria procurar ajuda. Em meio a uma perda, até marcar uma sessão pode parecer mais uma tarefa difícil. E é natural ter dúvidas: como vai ser, o que eu vou falar, será que isso funciona pela tela?
Neste texto, conto como funciona o acompanhamento que ofereço para quem está atravessando um luto, seja pela morte de alguém, pelo fim de uma relação, pela perda de um trabalho ou por uma grande mudança de vida.
A terapia online é tão acolhedora quanto a presencial?
Meu atendimento é totalmente online, e é natural ter dúvidas sobre esse formato. A terapia online segue os mesmos princípios éticos e técnicos do atendimento presencial: o que muda é o meio. O vínculo, a escuta e o cuidado continuam no centro do processo.
Para muitas pessoas em luto, o formato online tem até algumas vantagens práticas. Dá para fazer a sessão de casa, num lugar onde você se sente seguro, sem precisar se deslocar num dia em que sair já parece pesado demais. O mais importante é escolher um ambiente reservado, em que você possa falar com tranquilidade.
Como é a primeira sessão
Na primeira sessão, vamos conversar sobre o que fez você buscar terapia, o momento que está vivendo e aquilo que gostaria de trabalhar. Também é uma oportunidade para você conhecer minha forma de trabalho, tirar dúvidas e perceber como se sente nesse espaço.
Você não precisa chegar com nada preparado nem sabendo exatamente o que dizer. Se a única coisa que conseguir falar for “eu não estou bem desde que isso aconteceu”, já é um começo. As sessões duram, em média, 50 minutos.
O que a Logoterapia oferece no luto
Meu trabalho é fundamentado na Logoterapia, abordagem criada pelo psiquiatra Viktor Frankl, que valoriza a busca por sentido na vida. Ela parte de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, profunda: nem tudo o que acontece pode ser escolhido ou mudado, mas ainda podemos escolher como nos posicionar diante do que aconteceu.
No contexto do luto, isso não significa procurar um lado positivo na perda. Significa olhar com honestidade para o que você está vivendo, reconhecer o que ainda está sob a sua responsabilidade e perceber as possibilidades de escolha que continuam existindo, mesmo numa realidade que mudou.
As etapas do processo
Cada processo é individual e acompanha a história de cada pessoa. Ainda assim, de modo geral, o caminho costuma passar por alguns momentos:
- Acolher o que dói. Criar um espaço seguro para falar da perda e reconhecer o sofrimento, sem pressa e sem julgamento.
- Compreender o que mudou. Olhar para as transformações provocadas pela ruptura, para os pensamentos e emoções que surgiram e para a ansiedade diante das incertezas.
- Reconhecer escolhas e sentidos. Refletir sobre valores, responsabilidades e possibilidades que podem orientar os próximos passos.
- Construir novas possibilidades. Aos poucos, reconstruir projetos, referências e perspectivas para o futuro.
Essas etapas não são uma sequência rígida. É comum ir e voltar entre elas, e isso faz parte.
O que não é objetivo da terapia
Nos processos de luto, eu não busco fazer com que a pessoa simplesmente “supere” ou deixe para trás o que aconteceu. Também não existe um prazo a cumprir. O objetivo é ajudar você a elaborar essa experiência, adaptar-se à nova realidade e, no seu tempo, encontrar caminhos que façam sentido para a sua própria história.
A perda continua sendo parte de quem você é. O que a terapia pode oferecer é um lugar para que ela deixe de ocupar todo o espaço.
Preciso estar vivendo um luto para começar?
Não. Embora eu tenha um olhar especial para perdas e grandes mudanças, a terapia também pode ser um espaço para compreender momentos de transição, escolhas difíceis, inseguranças ou uma ansiedade que você ainda não sabe de onde vem. Se quiser saber mais sobre a minha formação e trajetória, você pode ler um pouco sobre mim na página inicial.
Se sentir que é o momento, pode me mandar uma mensagem. Conversamos com calma e combinamos o melhor horário para a primeira sessão.